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sábado, 10 de abril de 2010

SEIOS - TENDÊNCIAS

Charles-Auguste Mengin, Safo, 1867
Manchester Art Gallery  
“Uma reportagem do jornal britânico The Times cita alguns acontecimentos recentes para lançar a teoria de que a moda dos seios cirurgicamente alterados está em declínio.”
“Uma pesquisa da empresa Mintel diz que, no mercado britânico, o “boom” de cirurgias plásticas acabou e revisou para baixo suas previsões para o número de operações até o ano 2012”.
Na América “os estúdios Disney baniram atrizes com seios de silicone dos testes para o novo filme da série Piratas do Caribe”.

O mundo moderno é surpreendente. Queiramos ou não, o insólito nos acompanha no dia a dia, e mesmo que tenhamos facilidade para lidar com o inóspito, estamos sempre de frente com a possibilidade do espanto e da perplexidade.

Mas nada soa tão surpreendente, enquanto humanos, quanto a mulher moderna.

Enquanto os homens tentam se recuperar do susto da igualdade que rompe com o passado dominador e machista do homem. O sexo que se faz surpreendente é essa mulher que rompe a cada dia com os paradigmas do passado. E mesmo que não saiba aonde vai dar, continua seguindo com coragem e destemida, pagando para ver. Enquanto homens ficam no conforto da mesmice as mulheres vão mudando o mundo.

Se eu pudesse citar duas referencias de mudanças da sociedade moderna eu não teria dúvidas;

 1. A tecnologia, resultado da ciência que rompe com preceitos e com o desconhecido;

 2. A mulher moderna, resultado de sua coragem desaforada, que rompe com os preceitos e com o conhecido.

Agora vem essa pesquisa britânica indicando uma tendência de redução da demanda por prótese de seios.

Nada mais natural e esperado, uma hora chegará e as mulheres descobrirão que:

  • Seios grandes, e maiores que outras mulheres, não serão diferenciais; 
  • Os gostos dos homens passam por outros focos e suas demandas deverão ser consideradas;
  • Na competição com outras mulheres, seios grandes, comuns a todas, não definirão vencedoras;
  • Seios harmônicos, e não os bitelos, serão um diferencial significativo para o sucesso;
  • Seios maiores não significarão os melhores; 
  • A saúde deverá determinar escolhas protéticas;

A conquista de uma estima mais equilibrada levará as mulheres a querer ser mais do que objeto sexual, rompendo de vez com o papel de submissão ao desejo masculino. O papel de objeto sexual é um direito conquistado pelas mulheres mas deve ceder espaço para outras conquistas na sociedade, caso contrário a mulher se reduzirá ao que foi no passado, aquilo que os machos queriam que elas fossem.


domingo, 4 de abril de 2010

SEIOS NÃO SEIOS I





Existem diferenças coletivas entre os machos de regiões e ancestralidade diferenciada. A sociedade globalizada ainda não unificou os padrões de interesse, prioridade, gosto, preferências sexuais, focos de seletividade, de espécimes de mesmo sexo, etc. A sociedade massiva não superou a força das diferenças continentais e de gênese.
Com certeza existem padrões que aproximam os homens de continentes e raças diferentes, mas também existem características que os distanciam. O exemplo disso é a diferença entre brasileiros (miscigenados) e americanos (anglos saxões).
Americanos destacam prioridade e preferência de estímulo sexual para os seios femininos e entram em estado de excitação com visões de seios fartos. Homens brasileiros destacam preferencialmente as partes entrecoxais (bundas e vaginas) como preferência absoluta. Excitam-se preferencialmente com visões que anunciam  glúteos fartos, salientes e definidos sinal e indício de vaginas exuberantes e inquietas... mistérios femininos.
As razões dessas diferenças podem ser inumeráveis. Eu me atenho a uma variável significativa. As diferenças entre mulheres brasileiras e americanas na forma como vivenciam a maternidade e como permitem a proximidade entre filho e mãe na vivência da fase de relação simbiótica do filho com a mãe.
A sociedade americana do norte caracterizada como uma sociedade matriarcal (desde os tempos de ocupação da America indígena). Constituída por mulheres que chegaram à America como participes junto aos homens da conquista territorial e que lhes exigiu atitude marcante, positiva e carregada de força, levando-as para um limite de conquista e sobrevivência possivelmente determinou a formação de uma mulher norte americana com uma atuação pragmática, objetiva, positiva e necessariamente guerreira, consequentemente menos submissa aos homens, mais dominadoras, competidoras e castradoras.
A formação desse biótipo pode ter sido determinante no formato como elas desenvolvem essa relação maternal objetiva com seus filhos, relações de menos saciedade, mais frustração e realismo, mais distanciada e afetivamente mais diferenciadas, personalizadas, individualistas e menos simbióticas.

SEIOS NÃO SEIOS II


 

As relações simbióticas mais intensas, em princípio, propiciam a criação de vínculos e de mais dependência, dificultando as separações e a formação de individualidades mais personalísticas, o que é característico das famílias brasileiras mais agregadas. As relações pouco simbióticas ao contrário favorecem as separações afetivas, o surgimento de individualidades mais egocentradas, competitivas e afetivamente distanciadas, protegidas e defensivas, típicas de sociedades quem se agregam a partir de conceitos e mitos e não de afetos, sentimentos e identidades. Possivelmente nestas diferenças possamos encontrar também a manifestação entre brasileiros de um complexo de inferioridade e baixa estima coletivo diferentemente de americanos que desenvolvendo suas relações de separação acaba se superestimando para compensar a mãe abandonica e compensam a dissociação com a formação do complexo de superioridade coletivo que inflam a ausência do afeto.
As brasileiras, apesar da multiplicidade de origens se defrontaram com uma conquista territorial menos selvagem, mais suave e lenta. Possivelmente esses fatores diferenciais permitiram a essas mulheres se defrontarem com menos ameaças, menores resistências na ocupação territorial e a se manterem no papel de submissão resguardando, a feminilidade e a maternidade apoiadas na posição de domínio do masculino (contrário ao papel de igualdade da mulher americana do norte).
Nossa constituição como laboratório racial diferentemente dos nortistas americanos que se mantiveram mais puros com pouca miscigenação, também deve ter favorecido o enriquecimento e troca de experiências afetivas maternas como sociedade mais propicia às trocas. A proximidade afetiva construída entre negro, índios e europeus, que diferentemente de anglo saxões, permitiu maior proximidade multi racial e afetividade consolidando nossa tendência latina à emoção e ao afeto manifesto. Anglos saxões tendem mais à contenção e ao não manifesto afetivo, característica de origens de povos guerreiros que não podiam, no passado, se abater por perdas afetivas decorrentes de batalhas ou de situações climáticas adversas.
Tenho a impressão que a afetividade da mulher latina (no caso a brasileira) permitiu uma vivência corporal, e oral afetivamente mais próxima do que a mulher americana. Os americanos sinalizam uma oralidade não vivenciada devidamente na fase de simbiose, enquanto os brasileiros se desvencilham dessa oralidade pela intensidade do calor afetivo latino e avançam para estágios mais avançados do desenvolvimento, se fixando como foco a genitália feminina.
Neste aspecto a tendência das brasileiras de se armar com bustos grandes, parece que pouco tem a ver com uma suposta preferência do homem brasileiro por seios fartos. Se ele é o alvo elas podem estar equivocadas em seus jogos de sedução, não é questão apenas de visão, mas de interesse. O mais provável é que as mulheres vêm sendo alvo de uma articulada manipulação partindo da associação de interesses entre indústrias de próteses e de mediadores cirúrgicos representantes de uma medicina comercial.
Ou apenas estão realizando uma competição selvagem com outras mulheres realçando o atributo que transforma a mulher em símbolo materno. Se os americanos preferem as mães amamentadoras por que reavivam a relação incestuosa e pervertida projetada na mulher que querem punir, possivelmente isto afaste os brasileiros que tem preferência pela mulher não tão ambivalente, procuram menos a relação edipiana incestuosa e mais a profana com a Eva pecadora. Querem mais descobrir a floresta do que devastar a seiva.